Gonçalo Cadilhe in A Lua pode esperar
sexta-feira, 26 de junho de 2009
O espírito do viajante...
«Viajar é um acto de responsabilidade social. Em muitos casos, a minha atitude terá mais peso na teia de relações económicas entre povos do que os discursos de boas intenções de embaixadores e comitivas oficiais. Se eu decidir ficar a dormir em pequenos hotéis de condução familiar, sei que os meus euros serão inseridos na economia local e estão a ser canalizados para o desenvolvimento do país que me recebe. (...) Marco Polo soube descrever "as maravilhas do mundo" com humildade, tolerância, pasmo e exactidão. Não se encontram sinais de soberba, de arrogância, de superioridade religiosa ou de escárnio cultural no seu olhar. É essa a lição eterna e universal de Marco Polo. Viajar serve para nos descobrirmos a nós próprios e à civilização a que pertencemos, através dos outros e das civilizações a que pertencem.»
Sussurada por
Rui Gil
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