Ter de aprender chinês, não é apenas uma evidência mas uma questão de sobrevivência. É raro encontrar alguém que saiba falar inglês e mesmo quando isso acontece é muito difícil percebe-los...
Tenho um livro de imagens que até certo ponto ajuda (obrigado São). Eu aponto para a imagem de um bilhete e a imagem de um comboio e eles sabem o que quero, mas não tenho nenhuma imagem para dizer: amanhã às 17h40!
Felizmente tenho outro livro com um vocabulário essencial e uns mp3 no telemóvel (obrigado Claudio) e estou por assim dizer a tirar um curso de chinês intensivo... Os meus exames são conseguir dormir, comer, viajar... Mas atenção! O meu objectivo é apenas fazer com que me percebam. Perceber o que eles dizem é outra categoria, outro universo... Acho que teria de viver cá vários anos para ter alguma hipótese...
No início a minha pronúncia era tão má, que houve um chinês que me disse - in english please - mas tenho vindo a melhorar, ao ponto de ter abordado outro chinês na rua a perguntar direções e ele para além de me apontar um caminho começa todo contente a falar-me, como se eu o percebesse, provavelmente a perguntar-me de onde venho, se estou a gostar da china, etc, mas é aí que entra o wo bu ming bai...
A segunda coisa que aprendi sobre a china é que um país com 1.3 mil milhões de habitantes é algo que tem o seu efeito no dia a dia. O metro de xangai em hora de ponta é algo de surreal... Um verdadeiro mar de gente ou em chinês - rén häi.
Já me tinham avisado que comprar bilhetes de comboio para o mesmo dia era complicado, por causa disso, (como sou esperto), tentei comprar um dia antes bilhetes para Pequim - quan mian (cheio), afinal não sou assim tão esperto... 2 dias antes? Cheio. 3 dias? Cheio. 4 dias? Cheio. Estão a ver o filme... Como não quero passar o resto das férias em xangai, apanhei o maglev para o aeroporto à estonteante velocidade de 431km/h, onde estou agora...

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