Fotografar é pôr na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração.
Fotografar é um meio de compreender que não pode ser separado dos outros meios de expressão visual. É uma maneira de gritar, de libertar-se, não de provar nem de afirmar a sua própria originalidade. É uma maneira de viver.
A fotografia "fabricada" ou encenada não me diz respeito. E se emito um julgamento, será de ordem psicológica ou sociológica. Há quem faça fotografias previamente arranjadas e há os que vão à descoberta da imagem e a captam. A máquina fotográfica é para mim um bloco de esboços, o instrumento da intuição e da espontaneidade, a senhora do instante, que, em termos visuais, questiona e decide ao mesmo tempo. Para "significar" o mundo, é preciso sentir-se implicado no que se descobre através do visor. Esta atitude exige concentração, uma disciplina de espírito, sensibilidade e um sentido de geometria. É mediante uma grande economia de meios que se chega à simplicidade de expressão. Deve-se sempre fotografar com o maior respeito ao objecto e a si mesmo.
A anarquia é uma estética.
O budismo não é, nem uma religião, nem uma filosofia, mas um meio que consiste em dominar o espírito para alcançar a harmonia, e pela compaixão, oferecê-la aos outros”
Henri Cartier-Bresson in "O imaginário segundo a natureza".

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